sexta-feira, 19 de agosto de 2011

OP ART

“Movement in Squares” de Bridget Riley.
A expressão “op-art” procede do inglês (optical art) e significa “arte óptica”. A Op Art surgiu e se desenvolveu simultaneamente nos Estados Unidos e na Europa, em meados da década de sessenta. O termo foi empregado pela primeira vez na revista Times no ano de 1965 e designa uma derivação do expressionismo abstrato. Este movimento sugere mais visualização e menos expressão. O seu pioneiro foi Victor Vasarely (1908), criador da plástica do movimento. A arte é excessivamente cerebral e sistemática, mais próxima das ciências do que das humanidades. Por outro lado, suas possibilidades parecem ser tão ilimitadas quanto as da ciência e da tecnologia. Eliene Percília afirma que quando o observador das obras troca de posição, a peça  dá a ele a impressão de que a obra sofre transformações. Essa arte encontra-se em constante transformação. Foi por volta da década de 60 que surgiram pesquisas relacionadas a essas sensações ópticas nas telas.
Através da pintura a arte caracteriza-se apenas com a utilização de elementos gráficos. A agitação das cidades modernas e o sofrimento do homem com a alteração constante em seus ritmos de vida também são uma preocupação constante. A agitação da vida das cidades contribuiu para a percepção do movimento como elemento constituinte da cultura visual.
A oposição de estruturas idênticas que interagem umas com as outras, produzindo o efeito óptico. Diversos níveis de iluminação também são utilizados constantemente, criando a ilusão de perspectiva. A interação de cores, baseado nos grandes contrastes (preto e branco) ou no emprego de cores complementares são a matéria prima da Op Art. A técnica "moire", aplicada no trabalho "Current", de Bridget Riley, é um bom exemplo. Nela, existe a idéia de um espaço móvel, causando um efeito denominado "whip blast" (explosão do chicote). Este processo, assim como a maioria das técnicas utilizadas na Op Art, exploram as possibilidades do fenômeno óptico na criação de volumes e formas virtuais.
A primeira exposição de Op Art foi organizada em 1965, "The Responsive Eye" (O Olho que Responde), no Museu de Arte Moderna de Nova York. Entre os principais artistas da Op Art, estão Victor Varasely, Richard Anusziewicz, Bridget Riley, Ad Reinhardt, Kenneth Noland e Larry Poons. A mostra, entretanto, não teve muito sucesso. A Op Art esteve, durante um bom tempo, renegada aos meios considerados "alternativos" nos EUA e Europa. Tempos após à exposição a Op Art,quase caiu no esquecimento. Em parte, esse distanciamento surgiu devido à concorrência com a Pop Art, que tomava conta de praticamente todo o cenário artístico mundial.
Com o surgimento do computador ocasionou um novo fôlego à Op Art. As cores metálicas, as formas praticamente matemáticas e a organização rigorosa dos elementos têm tudo a ver com a "sociedade cibernética".


2197 Chevy G
Vitor Vasarely

Corrente (1964) 
Bridget Riley


Red-Green
Ad Reinhardt
Graded Exposure 
Kenneth Noland


Sacilotto, Concreção 8079, 1980

Victor Vasarely, Supernovae, 1959-61



Referências Bibiográficas
http://www.historiadaarte.com.br/opart.html
http://www.brasilescola.com/artes/a-opart.htm
http://educacao.uol.com.br/artes/op-art.jhtm

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